
É certo que Rhapsody in Blue, de George Gershwin (1898 – 1937), pode ser cantada como uma das belas canções do século 20. É mais do que certo que o melhor programa musical de Porto Alegre na primeira terça-feira da metade de 2008 é poder ouvir Isaac Karabtchevsky, Alexandre Dossin e a Ospa juntos no Festival Gershwin.
O maestro Karabtchevsky, diretor artístico e regente titular da Ospa desde 2003, e o pianista Dossin, professor assistente de piano na Universidade de Oregon (EUA), encontram-se hoje no palco no Salão de Atos da UFRGS, para interpretar temas do compositor norte-americano. A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre mostrará a Abertura Cubana, além de Rhapsody in Blue e Porgy and Bess: Quadros Sinfônicos.
Rhapsody in Blue, por exemplo, consegue unir perfeitamente o jazz e o erudito. Foi composta para piano solo e logo orquestrada para uma big band, em 1924. O próprio Gershwin aparecia como solista-improvisador.
Porgy and Bess é a obra mais ambiciosa de Gershwin, que nasceu no Brooklyn, em Nova York, filho de imigrantes russos de origem judaica. É uma ópera escrita em três atos, baseada na peça Porgy.
A música de Gershwin continua viva, mesmo meio século depois, intacta em CDs, no MP4. Mas a Ospa faz o favor de nos mostrar tudo ao vivo.
07 de julho de 2009 | N° 16023 - Fonte Zero Hora